Aeroportos de Moçambique registam primeiros lucros em anos

Os Aeroportos de Moçambique (AdM) tiveram resultados líquidos positivos em 2025, alcançando lucros de 637 milhões de meticais, depois de vários anos consecutivos de prejuízos.

Aliás, em 2024, a empresa tinha encerrado o exercício com perdas de 1,53 mil milhões de meticais. Entretanto, o ano passado foi de maior movimento de passageiros depois da pandemia, o que influenciou os resultados.

Estavam previstos rendimentos e ganhos no montante de 4,6 mil milhões, mas estes atingiram mais de 5,8 mil milhões, um cumprimento acima de 126 por cento.

De acordo com a administração, a recuperação financeira resulta, em grande medida, também, da regularização da dívida da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) que era considerada de perdas por imparidade.

Este factor permitiu que os resultados operacionais passassem de um saldo negativo de 583 milhões de meticais, em 2024, para um resultado positivo de pouco mais de 1,1 mil milhões de meticais em 2025.

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) realizou, em 2025, um encontro de contas entre créditos da AdM sobre a LAM e dívidas ao Estado, e a outras entidades públicas, no valor de 3,78 mil milhões de meticais.

A operação permitiu a reversão de imparidades anteriormente registadas, no montante de 2,48 mil milhões de meticais, contribuindo decisivamente para a melhoria dos resultados financeiros.

Apesar do regresso aos lucros, a auditoria alerta para a existência de uma “incerteza material” quanto à continuidade da empresa. No final de 2025, a AdM apresentava um capital próprio negativo de 857 milhões de meticais, além de passivos correntes superiores aos activos correntes.

A empresa mantém ainda créditos sobre a LAM avaliados em 1,12 mil milhões de meticais, permanecendo dependente do apoio financeiro do Estado.

O volume de negócios recuou menos cinco por cento face a 2024 e 23% abaixo do previsto. As receitas aeronáuticas, diminuíram 6,7 por cento, fixando-se em 2,57 mil milhões de meticais, enquanto as receitas não-aeronáuticas cresceram 10 por cento, para 290 milhões de meticais. A empresa refere que está a trabalhar com consultores para encontrar soluções com vista a assegurar a viabilidade da empresa e garantir que a mesma continue a operar sem sobressaltos.

Fonte: Jornal Noticias

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