O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, disse que o Governo prevê uma recuperação gradual da actividade económica, num contexto ainda marcado por desafios externos, incluindo condições financeiras restritivas, volatilidade dos preços, das commodities e riscos climáticos.
“No cenário base, o PIB real deverá crescer em média de cerca de 4,9% ao ano com gás e 2,1% sem gás, podendo atingir 9,5% em 2029 com a entrada em produção de projetos de gás natural liquefeito”, disse.
O Conselho de Ministros reunido na passada terça-feira, aprovou a resolução que aprova o cenário fiscal de médio prazo no período 2027-2029, sendo o principal instrumento de programação macro-fiscal e orçamental do Estado.
O Governo estabeleceu a estratégia fiscal, as projeções macroeconómicas e fiscais e os limites globais de despesa para um horizonte de três anos, ancorando a preparação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado 2027.
Para o Governo o cenário fiscal de médio prazo, 2027-2029, estabelece um quadro fiscal prudente, realista e executável, orientado para a estabilidade macroeconómica e a sustentabilidade das finanças públicas
Em 2029 a inflação vai reduzir para 5,5%
Inocêncio Impissa considera que a inflação deverá manter uma trajetória descendente, passando de 8,7% em 2026 para cerca de 5,5% em 2029, contribuindo para a estabilidade macroeconómica.
“Do ponto de vista fiscal, o cenário aprovado reflete o compromisso do Governo com a consolidação gradual das finanças públicas. Para o efeito, serão reforçadas a mobilização de receitas internas, a melhoria da eficiência da despesa pública e a contenção das pressões estruturais, com destaque para a massa salarial e os encargos da dívida”, afirmou.
O porta-voz do Governo, destaca que o cenário fiscal de médio prazo prevê a estabilização e redução gradual da dívida pública, que deve passar de 72,2% do PIB em 2025 para 67,1% em 2029.
Neste sentido, o serviço da dívida pública deve também reduzir de forma significativa, refletindo uma gestão mais prudente, com um alargamento das maturidades, maior recurso a financiamento concessional e redução da exposição a instrumentos de curto prazo. Contudo, o cenário fiscal de médio prazo de 2027-2029 reconhece a existência de riscos internos e externos, incluindo choques climáticos, questões de segurança, rigidez da despesa pública, volatilidade dos mercados internacionais e condições financeiras globais.
Fonte: Canal de Moçambique