CASP debateu investimentos de 1,2 mil milhões de dólares

Uma carteira de investimento na ordem de 1,2 mil milhões de dólares foi apresentada durante a Conferência Anual do Sector Privado (CASP), visando projectos nas áreas de agronegócio, logística, turismo, indústria e transformação digital.

Foi nesta ordem que autoridades nacionais, empresários e investidores estrangeiros, como a China, reuniram-se em encontros bilaterais para falar das facilidades de investimento ao nível doméstico.

Embora não tenha sido firmado um acordo concreto, os dois dias da CASP lançaram boas perspectivas para o empresariado nacional e com promessas de melhoria do ambiente de negócios.

De acordo com o ministro da Economia, Basílio Muhate, durante o encerramento do fórum, o Governo compromete-se a continuar a implementar reformas de impacto estruturante para a melhoria contínua do ambiente de negócios, com vista a assegurar mais investimentos nacionais e estrangeiros.

Mencionou o reforço da prevenção e combate à corrupção, simplificação de procedimentos, expansão da digitalização dos serviços públicos e integração dos sistemas electrónicos de atendimento ao cidadão e ao investidor.

Na mesma sequência, referiu que o Executivo vai focar-se, igualmente, na adopção de medidas que resultem na redução dos custos de produção, melhoria da liquidez das empresas, reforço da previsibilidade e segurança jurídica.

Por sua vez, o presidente da Confederação das Associações Económicas, Álvaro Massingue, destacou a necessidade de transformar reformas em resultados e investimento em emprego e prosperidade para todos os moçambicanos.

Disse que a produção, transformação e competição deve deixar de ser apenas tema da conferência para se tornar a agenda nacional de desenvolvimento. Massingue afirmou que o grande propósito da XXI Edição da CASP foi avaliar a capacidade colectiva de transformar reformas em resultados concretos para quem produz, investe e cria emprego em Moçambique.

Ao encerrar, Massingue reconheceu de modo especial os empresários moçambicanos cuja resiliência e capacidade de inovação continuam a ser a maior força transformadora da nossa economia. Ao longo de dois dias, a conferência debateu 11 painéis temáticos, duas sessões de alto nível, duas sessões bilaterais e dois “Business Rooms”. Foram discutidos pilares como infra-estruturas, energia, transformação digital, agronegócio, financiamento, turismo, industrialização e conteúdo local.

Fonte: Jorrnal Noticias

Related posts

Mphanda Nkuwa vai gerar perto de 14 biliões de dólares em receitas durante 30 anos

Governo aprova regras de acesso à actividade ferroviária e coloca fim ao monopólio dos CFM

Moza Banco propõe soluções para reforçar a Arquitectura Financeira Nacional