HCB cresceu 13% na produção de energia no primeiro semestre

HCB Cresceu 13% na Produção de Energia no Primeiro Semestre A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) ultrapassou as metas de produção de energia no primeiro semestre de 2026, ao gerar 6399,02 gigawatts-hora (GWh), um crescimento de 13% face ao mesmo período do ano passado.

O volume produzido ficou ainda cerca de 10% acima do plano definido para os primeiros seis meses do ano. Segundo um comunicado divulgado pela empresa, o desempenho operacional permitiu à HCB alcançar receitas de cerca de 263 milhões de dólares e um resultado líquido superior a 115 milhões de dólares, valores que ainda serão submetidos a auditoria.

A HCB explicou que estes resultados foram impulsionados pelas melhores condições hidrológicas registadas na bacia do Zambeze, associadas a uma gestão rigorosa da exploração da barragem e ao reforço das actividades de engenharia e manutenção.

No mesmo período, entre Janeiro e Junho deste ano, a albufeira de Cahora Bassa registou uma recuperação significativa das reservas úteis, que passaram de cerca de 20%, nível mínimo histórico registado em 2025, para 56%, correspondentes à cota de 316,22 metros.

Segundo a empresa, esta recuperação representa um aumento de aproximadamente 36 pontos percentuais e traduz uma inversão da tendência observada nos últimos dois anos, marcada por uma seca severa.

A HCB considera que a melhoria das reservas cria condições para o levantamento gradual das restrições operacionais em vigor desde Julho de 2024. Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, afirmou que os resultados demonstram a capacidade da empresa para responder aos desafios operacionais, assegurando simultaneamente a sustentabilidade dos recursos hídricos.

“Além das receitas e do resultado líquido alcançados, registámos um primeiro semestre sem acidentes de trabalho”, afirmou Tomás Matola.

O gestor acrescentou que o aumento da produção de energia, aliado à recuperação das reservas estratégicas da albufeira, reforça a capacidade da HCB para assegurar um fornecimento de energia fiável a Moçambique e aos mercados da região. O desempenho operacional da empresa reflectiu-se igualmente na Bolsa de Valores de Moçambique, onde as acções da HCB atingiram uma cotação máxima de três meticais por acção durante o primeiro semestre.

No mesmo período, foram negociadas cerca de 27,5 milhões de acções, correspondentes a um volume financeiro de aproximadamente 80,5 milhões de meticais.

Paralelamente aos resultados financeiros e operacionais, a HCB refere que continua a investir em projectos de desenvolvimento na província de Tete.

Entre as principais iniciativas figuram a reabilitação da Estrada Nacional n.º 301 (N301), numa extensão de 112 quilómetros entre Matambo e Maroeira, a construção e o apetrechamento do Hospital Distrital de Cahora Bassa e o Projecto Transformar, destinado ao desenvolvimento de infra-estruturas e de sistemas sustentáveis de produção agrícola e pecuária.

A empresa destacou ainda a Iniciativa de Desenvolvimento da Economia Local, um programa que visa criar empresas locais para prestarem serviços à HCB através da celebração de contratos, promovendo o empreendedorismo, a criação de emprego e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Fonte: Diário Económico

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