Moçambique comprou 144,6 milhões de dólares em arroz e trigo até Março, mantendo forte dependência da exportação destes cereais, enquanto o Governo avança com a centralização das importações via Instituto de Cereais.
Num relatório estatístico do Banco central, refere-se importações de arroz no valor de 98,5 milhões de dólares e de trigo de 46,1 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026.
No caso do arroz, as importações continuam elevadas após terem passado de 317,7 milhões de dólares em 2023 para 441,0 milhões de dólares em 2024, antes de recuarem para 359,1 milhões de dólares em 2025.
Só nos primeiros três meses de 2026 entraram no país 98,5 milhões de dólares em compras de arroz. Já o trigo registou uma evolução mais irregular, passando de 261,1 milhões de dólares em 2023 para 211,6 milhões de dólares em 2024, mas voltando a aumentar para 272,5 milhões de dólares em 2025.
No primeiro trimestre de 2026 as importações ascenderam a 46,1 milhões de dólares. O Governo atribuiu ao Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) o mandato de conduzir a importação de cereais, concretamente arroz e trigo, justificando a decisão com a necessidade de travar a alegada exportação ilegal de divisas através de mecanismos de sobrefaturação.
O novo modelo entrou em vigor para o arroz em 1 de Fevereiro de 2026 e abrange o trigo desde 1 de Maio. Só em 2025, o arroz e trigo representaram importações de 631,6 milhões de dólares, correspondendo a 28% do total das importações de bens de consumo realizadas por Moçambique, avaliadas em 2.269,6 milhões de dólares.
Fonte: Notícias