A Albufeira de Cahora Bassa continua com tendência de recuperação dos níveis de armazenamento de água, o que resultou no crescimento em 13 por cento da produção de energia no primeiro semestre do ano em curso, assegurando a disponibilidade deste recurso no país e no exterior.
De forma específica, entre Janeiro e Junho, o armazenamento hídrico aumentou 35 pontos percentuais, passando de aproximadamente 20 por cento, registados até ao final do ano passado, para um máximo de 56 por cento, o que corresponde à cota de 316,22 metros.
Este comportamento resultou num desempenho operacional sólido da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), equivalente a uma produção de 6.399,02 Gigawatts/hora, entre Janeiro e Junho, superando, em cerca de 10 por cento, a produção prevista para o semestre.
Segundo um recente comunicado da HCB, o desempenho foi alcançado através de uma estratégia de exploração e operação baseada numa gestão criteriosa dos recursos hídricos, que permitiu conciliar o aumento da produção de energia com a recuperação das reservas da albufeira, reforçando a sustentabilidade da operação e a segurança energética.
A nota refere ainda que as condições hidrológicas mais favoráveis verificadas na bacia do Zambeze, particularmente na Cahora Bassa, associadas às medidas de gestão operacional, de engenharia e de manutenção implementadas pela empresa, contribuíram para uma recuperação significativa da capacidade de armazenamento da albufeira.
Com o efeito, este resultado assinala uma mudança significativa após dois anos hidrológicos consecutivos marcados por seca severa e cria condições para um levantamento gradual das restrições operacionais em vigor desde Julho de 2024.
“Produzir mais energia, enquanto recuperamos as reservas estratégicas da albufeira, revela a capacidade da HCB de garantir um fornecimento fiável, o que vai ao encontro da nossa visão para o futuro da HCB, em que, até 2034, a empresa esteja consolidada como uma referência incontornável no sector energético, contribuindo, deste modo, para a estabilidade energética de Moçambique e da região”, disse na nota Tomás Matola, presidente da HCB. Dados ainda por auditar indicam que as receitas da HCB atingiram cerca de 263 milhões de dólares e um resultado líquido acima de 115 milhões de dólares. Devido à seca, lembre-se, a HCB chegou a reduzir a produção de energia de 15 mil gigawatts por hora, até o final de 2024, para 10,3 mil gigawatts, com vista a garantir, na altura, a sustentabilidade das barragens em meio à escassez de chuvas.
Fonte: Jornal Noticias