Os presidentes dos sete municípios que integram a Área Metropolitana de Maputo reuniram-se esta segunda-feira, 3 de Agosto, para analisar o agravamento da crise dos transportes públicos e discutir medidas destinadas a melhorar a mobilidade urbana, numa altura em que o crescimento populacional, o aumento da procura e a subida do preço dos combustíveis continuam a pressionar o sector, informou a Agência de Informação de Moçambique. Segundo o órgão, o tema dominou a 2.ª Sessão Extraordinária do Conselho Metropolitano de Transportes de Maputo, realizada na cidade de Maputo e presidida por Júlio Parruque, presidente do Conselho Municipal da Matola e actual presidente daquele órgão.
Durante a sessão, representantes dos municípios de Maputo, Matola, Boane, Matola-Rio, Namaacha, Marracuene e Manhiça avaliaram o impacto do recente aumento dos preços dos combustíveis no transporte colectivo de passageiros, procurando identificar medidas que permitam minimizar os efeitos sobre operadores e utentes. O encontro decorreu num contexto em que o crescimento urbano da região metropolitana continua a aumentar a procura por transporte público, colocando sob pressão um sistema que, há vários anos, enfrenta limitações de capacidade.
A insuficiência de autocarros continua a traduzir-se em longos tempos de espera, filas nas principais paragens e dificuldades diárias para milhares de passageiros que dependem do transporte colectivo para se deslocarem para o trabalho, a escola e outros serviços. Perante este cenário, os municípios reconheceram que o reforço da oferta de transporte constitui uma prioridade para melhorar a mobilidade urbana e responder ao crescimento demográfico da região. Durante a reunião foi igualmente feito um balanço das medidas adoptadas pelo Governo para aliviar a pressão sobre o sector, entre as quais a disponibilização de novos autocarros para a Área Metropolitana de Maputo, com o objectivo de aumentar gradualmente a capacidade de transporte de passageiros.
Outro dos pontos analisados foi o pagamento dos subsídios de compensação aos operadores de transporte público, mecanismo criado para atenuar o impacto do aumento dos custos de operação no sector. Segundo a informação apresentada na sessão, nos últimos dois meses foram desembolsados mais de 238 milhões de meticais aos transportadores inscritos no programa de compensação, ao mesmo tempo que continua a aumentar o número de operadores abrangidos pelo apoio. No final do encontro, os membros do Conselho Metropolitano de Transportes defenderam o reforço da coordenação entre os municípios e o Governo, considerando que a resposta aos desafios da mobilidade exige soluções estruturais capazes de acompanhar o crescimento da população e garantir um sistema de transporte público mais eficiente, acessível e sustentável na Área Metropolitana de Maputo.
Fonte: Diário Económico