Prevalecem desafios no combate à desnutrição

A degradação das vias de acesso entre as zonas de produção e os principais centros residenciais constitui um dos maiores obstáculos ao combate à desnutrição crónica e à insegurança alimentar, fenómenos que afectam, sobretudo, crianças menores de cinco anos no distrito de Chimbunila.


Apesar dos esforços em curso, as autoridades reconhecem que os desafios continuam enormes, particularmente no que diz respeito à melhoria do acesso aos alimentos e à promoção de práticas adequadas de nutrição junto das famílias.


Entretanto, o Governo está a mobilizar recursos junto dos parceiros estratégicos de cooperação, com vista a encontrar mecanismos que contribuam para reduzir os índices de desnutrição e garantir o crescimento e desenvolvimento normal das crianças, consideradas entre os grupos mais vulneráveis.


O administrador de Chimbunila, Calisto Jemusse, afirmou que os programas implementados no distrito têm contribuído para a melhoria das condições de vida das comunidades e para a redução dos níveis de desnutrição, mas reconheceu que ainda há necessidade de reforçar as intervenções para alcançar todas as comunidades e atacar o problema pela raiz.


Jemusse sublinhou que o combate à desnutrição não se deve limitar à disponibilidade de alimentos, defendendo uma abordagem integrada que inclua a educação nutricional e, acima de tudo, a mudança de comportamentos alimentares.


“No distrito de Chimbunila ainda persistem desafios. Se tivéssemos vias de acesso, sobretudo as que ligam às áreas de produção, acreditamos que poderíamos incrementar mais os resultados. Mas também há uma componente de sensibilização dos próprios produtores, porque existem muitos produtores no distrito e precisamos de intensificar a educação nutricional”, disse.


O administrador explicou que a produção agrária é a principal fonte de rendimento das famílias e desempenha um papel fundamental no combate à insegurança alimentar e nutricional, numa região onde a maioria da população depende da agricultura para a sua sobrevivência. É neste contexto que as autoridades realizam campanhas de sensibilização e palestras nas comunidades e unidades sanitárias, com enfoque na educação nutricional, higiene e adopção de práticas alimentares adequadas.


As acções têm beneficiado um número considerável de pessoas e são consideradas pelas autoridades como importantes para a melhoria dos conhecimentos das famílias sobre nutrição e prevenção da desnutrição.


O Governo pretende, por isso, reforçar estas intervenções, mobilizando mais recursos e envolvendo os parceiros de cooperação e as comunidades na luta contra a desnutrição e a insegurança alimentar.

Fonte: Jornal Notícias

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