Muitos exportadores continuam a optar pelo transporte rodoviário, mesmo quando existe ligação ferroviária disponível, devido à falta de previsibilidade dos serviços, limitações de material circulante, tempos de trânsito elevados e tarifas que nem sempre reflectem ganhos de eficiência.
Neste sentido, o sector privado defende a melhoria na fiabilidade operacional, revisão da estrutura tarifária e reforço da capacidade logística ferroviária.
De acordo com Álvaro Massingue, presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), num recente evento que reuniu empresários e o Governo, a ferrovia deve assumir um papel mais central no transporte de carga de longo curso, reduzindo custos logísticos, descongestionando estradas e aumentando a competitividade dos corredores.
A fonte referiu que, no sector ferroviário, o principal desafio já não é apenas expandir a rede, mas garantir a sustentabilidade financeira e operacional.
Apontou que estes problemas surgem num contexto em que prevalecem, também, dificuldades no transporte rodoviário relacionadas à degradação de algumas infra-estruturas estratégicas, aumento dos custos operacionais, sinistralidade rodoviária e os desafios de mobilidade urbana.
“O reforço da manutenção das estradas estratégicas, com destaque para a EN1, que liga o Norte ao Sul do país, melhoria da segurança rodoviária e a adopção de soluções inteligentes de gestão de tráfego devem constituir prioridades nacionais”, disse.
Destacou que urge ainda a promoção de uma maior integração entre os diferentes modos de transporte, assegurando uma verdadeira plataforma multimodal ao serviço da economia.
“No sector aéreo, embora o país tenha melhorado as suas infra estruturas aeroportuárias, subsistem desafios relacionados com os custos operacionais, a conectividade regional e internacional, competitividade dos serviços e a facilitação do transporte de passageiros e carga”, disse.
Explicou que uma maior conectividade aérea é fundamental para atrair investimento, desenvolver o turismo, apoiar as exportações de produtos de elevado valor acrescentado e integrar melhor Moçambique nas cadeias globais de valor.
Fonte: Jornal Notícias