Montagem de veículos vai reduzir custos em 40 por cento

by Telma Mandlate

A Implantação de uma unidade industrial de montagem de veículos automóveis, no país, vai reduzir em 40 por cento os gastos anuais destinados à aquisição de autocarros no exterior, orçados em 2,2 mil milhões de meticais.

Assim, esta iniciativa pretende reduzir custos de aquisição dos referidos meios de locomoção, incluindo da compra de peças de substituição, que depende, simultaneamente, de importações.

Estas perspectivas são avançadas, num contexto em que semana finda, o Governo aprovou e anunciou o lançamento de concursos públicos internacionais para a viabilização do projecto de implantação desta unidade de montagem de veículos, em regime de parceria público-privada.

De acordo com João Matlombe, que falava sexta-feira num encontro com empresários, o Estado pretende apostar numa nova abordagem baseada na criação de uma estrutura sólida ao nível doméstico para responder à problemática do transporte de passageiros.

Referiu que esta reforma será implementada entre o Governo e o sector privado, num modelo em que se espera que os empresários invistam e o Executivo assuma uma percentagem, sobretudo, no consumo do produto gerado pela própria unidade.

Destacou que nesta parceria, o Estado apresenta a área de implantação e os privados avançam com conhecimento, tecnologia e investimento.

Esta intenção tem como propósito, também, reduzir o risco dos privados.
“O Governo tem que fazer parte do processo. Só assim é que nós assumimos o compromisso, reduzimos o risco do sector privado de poder investir e não ter os compradores. O Executivo compromete-se anualmente, a adquirir parte deste produto e pararmos de importar os outros carros”, disse o ministro.

Com esta abordagem, referiu, as autoridades não pretendem cometer os mesmos erros do passado.

Com este efeito, o ministro enfatizou que o projecto vai priorizar a montagem de veículos movidos a gás e eléctricos, devendo ser materializado ainda neste ciclo de governação.

No entendimento do titular da pasta dos Transportes e Logística, é preciso reestruturar o sector, para que os privados ganhem mais espaço e contribuam na resposta aos desafios de mobilidade de pessoas.

Não obstante, no que diz respeito à área metropolitana do Grande Maputo, explicou que o projecto de Transporte Rápido de Autocarros (BRT na sigla inglesa) está a ser finalizado, destacando a existência de espaço para a entrada de mais intervenientes na cadeia de valor, incluindo na fase de operação.

“Estamos a falar de um projecto de 120 milhões de dólares, que tem várias componentes, desde infra-estrutura, fornecimentos, portanto, há espaço para vários intervenientes entrarem no financiamento da cadeia de valor, incluindo a segunda componente que é a operação”, disse.

Fonte: Jornal Notícias 

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