CTA exige reformas e decisões corajosas para melhorar competitividade

by Biston Gule

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considera que a estabilidade macroeconómica alcançada nos últimos meses, embora importante, não é suficiente para garantir o crescimento sustentável da economia nacional. Durante o Economic Briefing, a CTA defendeu a implementação de reformas estruturais destinadas a reduzir os custos, para minimizar os problemas que continuam a afectar a actividade empresarial.

Entre as prioridades apontadas, destacam-se a melhoria do acesso ao financiamento, a modernização das infra-estruturas económicas, a simplificação dos procedimentos administrativos, o reforço da disponibilidade de divisas e a eliminação de barreiras que limitam a competitividade das empresas nacionais.

A agremiação sublinhou ainda que a actual conjuntura económica exige acção imediata e decisões corajosas por parte de todos os intervenientes, incluindo o Governo, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento. “A estabilidade macroeconómica deve traduzir-se em benefícios concretos para as empresas e para os cidadãos”, defendeu o presidente da CTA, Álvaro Massingue, acrescentando que o fortalecimento da produção nacional, da industrialização e das exportações deverá ocupar um lugar central na agenda económica do País.

A agremiação empresarial manifestou-se confiante quanto ao potencial de crescimento de Moçambique, mas advertiu que a concretização desse potencial dependerá da capacidade colectiva de implementar reformas que promovam o investimento, a criação de emprego e o aumento da produtividade. Para a CTA, o momento actual representa uma oportunidade para acelerar a transformação económica do País e construir uma economia mais forte, mais competitiva e mais resiliente perante os desafios internos e externos.

Fonte: O país

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