Pelo menos 15 pessoas morreram vítimas de acidentes marítimos nos primeiros três meses do ano no país, cifra que representa uma redução comparativamente a igual período do ano anterior, no qual houve registo de 19 mortes.
Dados do Instituto de Transporte Marítimo (ITRANSMAR) partilhados ao “Notícias” apontam para o registo de seis naufrágios e 12 encalhes, que resultaram na sobrevivência de 63 pessoas.
A província de Gaza lidera nas estatísticas com seis óbitos, 55 sobreviventes e sete desaparecidos em resultado de três naufrágios; seguida de Nacala, com seis mortes e oito sobreviventes, em consequência de um naufrágio.
A entidade aponta como principais causas da sinistralidade a navegação nocturna, inoperância dos equipamentos de segurança das embarcações, mau tempo e desconhecimento da legislação vigente no país.
A redução ligeira dos acidentes marítimos acontece numa altura em que o regulador tem vindo a levar a cabo acções de sensibilização das comunidades costeiras sobre a necessidade da observância das regras de navegação, uso do equipamento de protecção, entre outras.
Aliás, para além destas medidas, o sector dos Transportes e Logística projecta a aquisição de embarcações e construção de infra-estruturas de acostagem tendo em vista a melhoria das condições de navegação em locais tidos como críticos.
Numa primeira fase deverão ser adquiridos três batelões e duas embarcações de fibra para o transporte de pessoas e carga.
As províncias da Zambézia, Nampula e Sofala estão entre as prioritárias, esperando-se a instalação de quatro a cinco pontos de acostagem de embarcações. De acordo com o regulador do transporte marítimo, a medida faz parte de um conjunto de acções que visam reduzir o risco de acidentes marítimos nas travessias secundárias e terciárias, devido ao tipo de embarcações usadas.
Fonte: Jornal Noticias