O País está no bom caminho rumo a um novo programa de financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), num contexto em que as negociações já se encontram em curso.
A garantia foi dada, semana transacta, pelo director do Departamento Africano do FMI, Zeine Zeidane, num encontro mantido com a ministra das Finanças, Carla Louveira, na França, à margem do Fórum de Paris, evento em que Moçambique se fez presente.
Através de uma breve nota partilhada pelo Ministério das Finanças, Zeine Zeidane, para além de elogiar os avanços de Moçambique no que diz respeito à implementação de reformas, reforçou a necessidade de o país continuar a impor medidas que sejam capazes de melhorar a gestão das contas públicas.
Assim, o director do Departamento Africano do FMI recomendou o país a continuar a trabalhar nas reformas, considerando que estas é que vão assegurar a melhoria da qualidade de vida da população.
As principais reformas recomendadas por esta instituição financeira estão relacionadas à melhoria da gestão do endividamento público, necessidade de reduzir o volume de gastos com despesas de funcionamento, sobretudo dos salários, para aumentar a margem de investimento.
Por sua vez, a ministra das Finanças falou da situação económica do país, sobretudo das transformações em curso tendo em vista a consolidação fiscal e sustentabilidade da dívida.
Não obstante, ainda na semana passada, a ministra das Finanças marcou presença no Fórum de Paris, uma plataforma de diálogo anual instituída em 2013 para debate franco e aberto sobre as evoluções globais em matéria de financiamento soberano e a respeito da aprovação e resolução de crises da dívida soberana.
O evento reúne anualmente mais de 30 representantes de credores e devedores soberanos, dentre os quais membros do G20. De acordo com o Ministério das Finanças, actualmente, Moçambique já estabeleceu acordos de troca da dívida com a República Federal da Rússia tendo absorvido 40 milhões de dólares americanos, à luz de um consenso de 2013 para o programa de alimentação escolar.
Outrossim, o país rubricou, igualmente, em 2010 um acordo com a Espanha na ordem de 7,1 milhões de dólares para financiar projectos de desenvolvimento.
Destaca-se ainda o acordo firmado com a Bélgica no valor de 2,4 milhões de euros para assegurar o financiamento do clima. “Moçambique, através da iniciativa para os Países Pobres Altamente Endividados HIPC1 de 1999, conseguiu reestruturar 1.860 milhões de dólares.
E, por via do HIPC2 de 2001, reestruturou 2.800 milhões de dólares, dos quais 2.270 milhões foram cancelados e 530 milhões perfilados”, diz a instituição nacional.
Os credores do Clube de Paris associam a reestruturação da dívida ao programa do FMI tendo em conta que as reformas de políticas económicas visam restaurar um quadro macro-económico sólido que reduza a probabilidade de dificuldades financeiras futuras.
Fonte: Jornal Notícias