Moçambique deve acelerar industrialização para criar riqueza

O sector privado moçambicano apela para a urgente necessidade de acelerar a
industrialização no País, defendendo a adopção de um modelo que priorize a transformação
local das matérias-primas. O presidente da Confederação das Associações Económicas de
Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, é da opinião de que Moçambique precisa de acelerar
o processo de industrialização e abandonar o modelo assente na exportação de matériasprimas em bruto, sob pena de continuar a perder oportunidades de crescimento económico, geração de riqueza e criação de emprego.


Apesar das oportunidades existentes, o sector empresarial continua a enfrentar desafios
significativos, entre os quais as dificuldades de acesso ao financiamento, os elevados
custos de produção, especialmente dos combustíveis, as limitações logísticas e a crescente
concorrência nos mercados internacionais.


O maior desafio do País deixou de ser apenas produzir, o imperativo é transformar
localmente as matérias-primas e exportar produtos com maior valor acrescentado.


Na ocasião, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique,
Álvaro Massingue, defendeu que o País precisa de acelerar o processo de industrialização
e abandonar o modelo assente na exportação de matérias-primas em bruto, sob pena de
continuar a perder oportunidades de crescimento económico, geração de riqueza e criação
de emprego.


“Precisamos de deixar de exportar matérias-primas em bruto para construir uma economia
baseada no valor acrescentado. Precisamos de criar uma cadeia integrada de
industrialização que tenha início na produção, passe pelo processamento, embalagem,
rotulagem, certificação, armazenamento, conservação e refrigeração, e que culmine na
exportação de produtos acabados para os mercados internacionais”, sublinhou.


Segundo o presidente da CTA, a Feira Económica da Província de Nampula (FENA) afirmase cada vez mais como uma plataforma estratégica para a promoção empresarial, captação de investimentos e exposição das potencialidades económicas da província de Nampula e do País.


“A CTA associa-se a esta iniciativa por reconhecer que as feiras económicas são
instrumentos concretos de dinamização da economia, permitindo aproximar produtores,
investidores, instituições financeiras, fornecedores de tecnologia, compradores e
consumidores, criando condições para o surgimento de novos negócios, novas parcerias e
investimento”, afirmou.


Entretanto, o dirigente reconheceu que o encontro decorre num contexto económico
particularmente desafiante, marcado por restrições no acesso ao financiamento, elevados
custos de produção, com destaque para os combustíveis, limitações logísticas e crescente
concorrência nos mercados internacionais.


Olhando para o potencial do País, Álvaro Massingue destacou a importância do porto de
águas profundas de Nacala e do respectivo corredor logístico, defendendo que Moçambique
deve aproveitar a sua localização privilegiada para se afirmar como uma plataforma
regional de comércio e indústria.


Segundo explicou, a expansão de infra-estruturas, parques industriais, plataformas de
armazenamento e sistemas de transporte multimodal poderá transformar o Corredor de
Nacala num dos principais motores do crescimento económico nacional.


“O Corredor de Nacala não deve ser visto apenas como uma infra-estrutura de transporte.
Deve ser encarado como uma plataforma integrada de desenvolvimento económico e
industrial, uma verdadeira porta de entrada e saída para a África Austral, ligando os
mercados do interior da região ao Oceano Índico e aos mercados asiáticos”, frisou.


Massingue assegurou ainda que a CTA continuará a trabalhar em estreita colaboração com
o Governo e os parceiros de desenvolvimento para promover um ambiente de negócios
mais favorável ao investimento, à industrialização, à competitividade e à criação de
emprego.

Fonte: Magazine Independente

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