Afirma Albino Forquilha: Diálogo político definirá o destino de Moçambique

by Telma Mandlate

A Realização das audições públicas, no âmbito do diálogo nacional inclusivo, constitui uma oportunidade soberana para reflectir em torno do rumo que a nação deve tomar, numa acção definida por todos os moçambicanos.

Esta tese foi defendida por Albino Forquilha, presidente do partido Podemos e mandatário da Comissão Técnica para a Materialização do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) à província de Inhambane. Explicou que a primeira fase do diálogo político foi consignada ao mapeamento das propostas avançadas pelos moçambicanos durante a auscultação pública.

Agora é momento de dar corpo, substância e acção directa a este processo. Nesta reflexão, Inhambane vai expressar-se sobre o nível de reformas que julga melhor para o país, tendo em conta os problemas que o diálogo visa resolver.

Forquilha disse que, para a segunda fase ser verdadeiramente legítima, a participação de cada cidadão é o pilar fundamental. Por isso, assumiu-se o compromisso de apoiar a participação de todos os cidadãos.

“Iremos às comunidades, localidades, postos administrativos, distritos para garantir que as distâncias geográficas ou dificuldades logísticas não silenciem nenhum cidadão”, expressou.

Na sua óptica, a premissa nesta grande jornada permanece clara e categórica: nenhuma contribuição é pequena, nenhuma voz é irrelevante.

“A ideia do produtor na sua machamba lá na zona rural tem o mesmo valor que a proposta do académico na capital. Nesta missão de alcançar cada canto da província, o papel da comunicação social é absolutamente vital”, apontou. Destacou ainda o facto de Inhambane ser um gigante económico e uma terra abençoada, sobretudo olhando para as componentes da agricultura e da pesca, que alimentam milhares de famílias e, ainda, para a riqueza estratégica do gás natural.

“Mas olhamos, acima de tudo, com imenso orgulho para o facto de Vilankulo ter sido eleito capital do turismo em Moçambique”, disse. Apontou que esta distinção não é apenas um título; é uma enorme responsabilidade que traz desafios profundos. “Ser a montra do turismo nacional exige de nós uma transformação na forma como olhamos para a nossa própria unidade na diversidade.

Se somos capazes de acolher o mundo inteiro com as suas múltiplas culturas, línguas e origens, temos a obrigação redobrada de saber acolher e respeitar a diversidade que existe entre nós, moçambicanos”, frisou o presidente do Podemos, para quem o sucesso económico e social que todos almejam para o turismo e para a província depende directamente da estabilidade política e social, simbolizada na maturidade política.

Fonte: Notícias

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