| O Instituto Nacional de Estatística (INE) avalia os níveis de prontidão para a realização do V Censo Geral da População e Habitação 2027, a ter lugar em Agosto do próximo ano. Com efeito, a instituição lançou oficialmente, há dias, no distrito de Magude, em Maputo, o Teste-piloto do V Censo, assinalando o início da primeira operação censitária totalmente digital da história do país. Avaliado em 430 mil dólares (cerca de 30 milhões de meticais), o processo representa uma etapa decisiva na preparação do Censo Nacional de 2027, permitindo testar, em condições reais, os procedimentos, metodologias e tecnologias a serem utilizados em todo o território nacional. O objectivo da fase-piloto é identificar e corrigir antecipadamente eventuais falhas técnicas, operacionais e metodológicas antes da realização do Censo de 2027. O teste decorre em 177 áreas de enumeração, distribuídas pelos cinco postos administrativos de Magude, nomeadamente Magude-Sede, Mahele, Mapulanguene, Motaze e Panjane, escolhidos pelas características geográficas e operacionais representativas de diferentes realidades do país. Intervindo no lançamento, Elisa Magaua, presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE) e coordenadora do Gabinete Central de Recenseamento, afirmou que o teste-piloto representa o início do 1.º Censo Digital em Moçambique. Destacou que o censo constitui a maior operação estatística do Estado, cujos resultados servirão de base para o planeamento e formulação de políticas públicas nos sectores da saúde, educação, emprego, habitação e desenvolvimento. Explicou que a digitalização vai melhorar a qualidade dos dados, detectar inconsistências durante a entrevista e reduzir o tempo de processamento e divulgação dos resultados. Aos recenseadores, apelou ao profissionalismo, ética e rigor técnico, enquanto à população pediu que abrisse as portas aos agentes do INE, prestasse informações verdadeiras e confirmasse sempre a identificação oficial dos recenseadores. Reafirmou que toda a informação recolhida será protegida pelo segredo estatístico e utilizada exclusivamente para fins estatísticos. Deu a conhecer ainda que a instituição necessita de 112 milhões de dólares para a operação, em 2027, sendo que dispõe de 60 por cento do valor, estando à busca de mais recursos. Na apresentação técnica da operação, o director nacional de Censos e Inquéritos do INE, Alexandre Marrupi, explicou que o teste-piloto reproduz, em escala reduzida, todas as etapas do futuro recenseamento, utilizando os mesmos questionários, metodologias, equipamentos e sistemas digitais. Durante a operação, serão avaliados a cartografia digital, funcionamento do aplicativo de recolha, questionário electrónico, mecanismos de validação dos dados, sincronização da informação, organização das equipas de campo e qualidade da formação dos recenseadores. Entre as principais inovações, destaca-se a instalação da primeira Sala de Monitoria das Operações Censitárias, que permitirá o acompanhamento, em tempo real, do desempenho das equipas e correcção rápida de eventuais problemas identificados no terreno. O teste-piloto decorrerá até meados de Agosto e, concluída a recolha, será elaborado um relatório técnico com recomendações de ajustamentos finais. Fonte: Jornal Noticias |